Em Guarulhos, Microempreendedores Individuais (MEIs) recebem comunicados de contas que se passam pelo governo federal e pedem dinheiro para regularização do CNPJ. É golpe.
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por: Redação
Notícia
Publicado em 12.01.2026 | 17:05 | Alterado em 12.01.2026 | 17:05
Nos últimos dias, Microempreendedores Individuais (MEIs) de Guarulhos relataram o recebimento de mensagens de texto por WhatsApp que anunciavam a inativação do seu CNPJ, documento do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, que comprova a regularização da empresa junto ao governo federal.
O comunicado exibia os dados do CNPJ dos usuários e, em tom de alerta, afirmava: “informamos que seu CNPJ foi inativado devido a falta de pagamento do DAS-MEI”, em referência à cobrança de impostos mensais. A mensagem dizia que para evitar “prejuízos e bloqueios judiciais” era necessário acessar um link e realizar a regularização.
A foto do perfil mostrava o logotipo do governo federal. No entanto, se tratava de um golpe, o chamado “phishing”. O governo não entra em contato por WhatsApp. Confira abaixo mais informações sobre esse tipo de fraude e como se proteger.
Do inglês, phishing se refere ao ato de “pescar”. O golpista se passa por uma organização governamental ou empresa, entra em contato com diversas vítimas, pede dinheiro, dados pessoais ou envia links suspeitos.
É dessa forma que o golpista “pesca” cidadãos e consumidores que acreditam estar em contato com uma fonte oficial, mas que na verdade estão de frente com uma fraude que tem o objetivo de roubar dados, extorquir financeiramente e até enviar vírus.
O golpe do phishing se utiliza de uma linguagem muito específica para garantir a atenção da vítima: são utilizadas palavras que causam um sentimento de preocupação. “Regularize sua situação agora” ou “evite bloqueios judiciais” são alguns dos exemplos encontrados na mensagem. Essa é apenas uma estratégia que golpistas usam para causar pânico e fazer com que a vítima clique em links e faça pagamentos para cair no golpe.
Segundo o relato dos microempreendedores, o número que entrou em contato por WhatsApp não possuía o código de área +55 – que representa um telefone hospedado no Brasil – mas era +1, ou seja, um número dos Estados Unidos. Essa já é a primeira desconfiança que deve ser levantada: analise atentamente quem é a fonte emissora do comunicado.
Nesse caso, o código de área pôde revelar mais facilmente que se tratava de um golpe, no entanto, golpistas podem entrar em contato ainda com um número +55 seja por WhatsApp ou até SMS utilizando uma foto que se passa pelo governo.
Verifique o número, e-mail ou perfil que enviou a mensagem: o governo federal já se pronunciou afirmando que não entra em contato diretamente por WhatsApp para regularizar dívidas individuais.
Não clique em links enviados por fontes desconhecidas: abrir um link suspeito pode ser uma porta de entrada para vírus.
Pesquise se aquele perfil é real: utilize o Google para buscar mais informações sobre o número ou conta.
Seja atento e mantenha a calma: não se deixe enganar pelo senso de urgência provocado pelas mensagens.
Sempre busque por fontes seguras para se informar: Confira os canais oficiais do governo federal e procure por notícias em portais e agências de notícias.
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