A falta de vagas em creches, de segurança, de moradia, de empregos, a implantação de uma rede para mulheres vítimas de violência doméstica e a acessibilidade foram os principais temas levados pelos moradores do Jabaquara, na zona sul, à audiência pública do Plano de Metas, que ocorreu no último sábado (8), no CEU Caminho do Mar.
Por: Redação
Publicado em 13.04.2017 | 1:00 | Alterado em 13.04.2017 | 1:00
A falta de vagas em creches, de segurança, de moradia, de empregos, a implantação de uma rede para mulheres vítimas de violência doméstica e a acessibilidade foram os principais temas levados pelos moradores do Jabaquara, na zona sul, à audiência pública do Plano de Metas, que ocorreu no último sábado (8), no CEU Caminho do Mar.
A contadora Andréia Rosana Silva, 49, cadeirante que reside há 15 anos no bairro homônimo, reclama que não tem vagas de estacionamento para deficientes, as calçadas não são elevadas – o que dificulta o acesso com a cadeira de rodas –, há poucos ônibus adaptados e também fisioterapeutas nos hospitais para atender. “O tratamento médico para pessoas com deficiência não tem. É necessário um centro de fisioterapia. Se fala tanto dos idosos que precisam de cuidados, mas e nós?”, questiona Andréia.
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O líder comunitário Luiz Carlos, 49, propôs mais moradias e uma sede da GCM (Guarda Civil Metropolitana). “Moro no [bairro] Americanopolis e têm aumentado o índice de assaltos por lá. A população quer mais segurança”, afirmou.
A aposentada Maria de Lourdes, 65, moradora do bairro Jardim Lourdes, sugeriu mais vagas nas creches, e que o mato alto no terreno baldio perto da sua residência seja cortado, já que o local oferece perigo, principalmente à noite. “Tenho uma neta, minha filha trabalha e não tem com quem deixar a criança. Sobre o terreno, ele está desapropriado e é lugar de desmanche de veículos. Moro há muitos anos e ninguém toma providências”, relatou.
Cerca de 50 pessoas, a maioria líderes comunitários ou de entidades políticas, participaram do evento, que teve inicio às 14h30. Cada munícipe preencheu um formulário com seus dados e recebeu uma folha para colocar as suas sugestões. Estiveram presentes no local a prefeita regional, Fátima Marques; o Secretário de Saúde, Wilson Pollara; e o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, Daniel Costa, que apresentou as propostas do Plano com os cinco eixos temáticos: Econômico e Gestão, Urbano e Meio Ambiente, Social, Humano e Institucional.
Mas, os presentes ficaram descontentes com a audiência devido a pouca divulgação dela e por conta também dos projetos propostos. A indignação de muitos é que o Plano de Metas foi geral e não especificou nada para o Jabaquara. Os moradores esperavam mais esclarecimentos do que será feito em prol deles.
“Qualquer assunto que a população queira discutir, estamos de portas abertas para recebê-la na Prefeitura Regional”, afirmou a prefeita local.
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Foto: Beth Castelo
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